Dr. House

Assisto House já a alguns anos. Comecei a primeira temporada quando já haviam 3 lançadas em DVD no Brasil.

Comecei com um certo preconceito, achando ser mais uma daquelas séries em que tudo começa e termina em um único episódio. E realmente é assim… um caso por episódio, sempre na mesma seqüência: apresentação do paciente e seu problema de saúde, encaminhamento para o hospital, discussão pela equipe de diagnóstico do Dr. House e conclusão genial do caso. Em paralelo, as vidas dos personagens e o relacionamento entre eles apresentados como segundo plano. Em alguns casos, o plano geral do episódio é alterado, os casos saem do foco e os personagens participam de flashbacks, alucinações e reviravoltas, geralmente nos episódios finais de cada temporada. Nestes casos, House me agrada ainda mais e se torna uma série com uma pitada de mistério e suspense, além de, tecnicamente falando, o roteiro ser muito mais elaborado e superar de longe a mesmice de pacientes a serem diagnosticados.

Apesar disso, desde o início vi em House algo extremamente interessante: os diálogos… Recheados de ironia, piadas sombrias e verdades sobre o ser humano, os diálogos protagonizados por House são, sem dúvida, o forte desta série. Além das palavras difíceis, nomes de remédios, doenças com nomes de alemães e exames de tudo que é tipo, House dispara frases verdadeiras, sinceras e se mostra um profundo conhecedor da natureza humana. Sempre um passo à frente, ele consegue manipular pacientes, familiares, médicos, funcionários, chefes e até “amigos”, o que ele chamaria certamente de “Idiotas que teimam em gostar dele” e soltaria um “Eu não pedi pra me ajudar!”. Wilson e Cuddy sofrem em suas mãos, assim como seus tantos funcionários.

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Com pouco tempo, puder perceber que me interessava muito pela relação de House com sua deficiência na perna e seu vidro de “Vicodin” e que a vida e o relacionamento entre os personagens é algo fundamental para a sobrevivência da série. Sem a história da vida de cada personagem, a série não faria sentido. Logicamente os episódios são bons e focados nos casos, resolvidos após tentativas e erros da equipe e sempre com uma sacada brilhante do protagonista, mas, como a série se sustentaria durante seis temporadas se não fosse pela luta de House contra seu vício? Pelo seu amor por Cuddy, sua amizade com Wilson, sua equipe dedicada e sua dor incontrolável? Certamente, vê-los solucionando os casos perderia a graça com o tempo.

Mas, ao contrário disso, após a primeira temporada, as coisas invertem: torcemos e nos

emocionamos junto com os personagens e os casos médicos se tornam secundários. Nós nos prendemos à série pela história da vida de cada um e principalmente de House, que apesar de se mostrar extremamente egoísta e manipulador, é possível perceber em raros casos um sentimento de bondade e solidariedade. Obviamente ele faz o máximo para não ser “descoberto” e mantém a postura durona e fria grande parte do tempo.

E agora, ao final da 6ª temporada, tive a certeza de que, se um dia a série acabar, e certamente ela vai acabar, sentirei falta do ranzinza, egoísta e genial House….

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Leitores, mãos a obra. A Ilha de Lost é toda sua…
Thiago Barrionuevo

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