ER S01 – S02

Quando minha esposa insistiu em começarmos a assistir ER, não fiquei nada animado. Desde pequeno conheço o seriado, já que minha mãe assistia “Plantão médico” dublado na Tv aberta. Naquela época não gostava nada de ver sangue e ferimentos, termos técnicos e correria.
Hoje, assistindo ER com outros olhos, confesso que me surpreendi e gostei muito: apesar de ainda não me dar bem com todos os closes de partes do corpo ensanguentadas, a qualidade técnica e o realismo empregado em cada episódio são realmente excepcionais e os atores ajudam com boas atuações.

ER é uma ótima série de drama, que mostra o ambiente hospitalar por diversos ângulos diferentes: conhecemos a visão das enfermeiras, dos recepcionistas, dos pacientes e principalmente dos médicos residentes. Além disso, a série se estende para a vida pessoal destes profissionais, mostrando como é difícil conciliar trabalho com a família.

Nas duas primeiras temporadas, o grande foco fica na vida de Mark Greene, o residente chefe do hospital, que se vê dividido entre o sonho de ser médico e a relação com a esposa e filha. Obviamente outros personagens são explorados, como os residentes Doug Ross, Susan Lewis e Peter Benton e o estudante John Carter, cada um com seus problemas, medos e lutas. A vida de Carol, uma enfermeira experiente e exemplar, também tem um grande foco nas duas temporadas, perceptível logo no primeiro episódio em que ela, depressiva, tenta suicídio.

ER explora também o primeiro socorro prestado por paramédicos, contando assim a história de Shepard e de seu amigo Raul. Em um episódio dramático, sentimos a tensão dos paramédicos ao salvarem famílias de um incêndio, dentre elas, a mãe traficante que provocou o incêndio enquanto preparava drogas, o que, aliado ao fato de Raul sair gravemente ferido do incêndio, faz com que Shepard se torne uma pessoa amarga e extremamente dura com os seres humanos à sua volta.

Em ER existem tantas ramificações, tantos coadjuvantes importantes que fica muito difícil comentar sobre tudo. O que impressiona, é que nenhuma história, nem mesmo do “coadjuvante menos importante” fica sem desfecho. Chloe Lewis, por exemplo, é a irmã viciada de Susan Lewis, e tem um papel importante tanto na vida pessoal como profissional da médica quando tem uma filha e a abandona, deixando a responsabilidade nas costas da irmã.

Relembrando os quase 50 episódios das 2 temporadas, fica fácil lembrar do predileto: Doug Ross, após ser informado da decisão da diretoria de demití-lo ao fim do contrato, sai de uma entrevista de emprego numa clínica e, desolado pela possibilidade de não estar mais no ambiente de emergência do qual gosta, pensa em acender um cigarro de maconha, “presente” de um paciente. Antes que o faça, porém, um garoto pede sua ajuda para salvar o irmão, preso na tubulação de escoamente de água, numa tarde de muita chuva. O episódio é memorável e digno de um bom filme de suspense e ação. Sem dúvida o melhor episódio da série até aqui.

Mesmo não sendo o meu estilo favorito de seriado, a nota 42 se deve ao ótimo trabalho técnico da direção, da numerosa equipe de atores que gera a complexidade controlada de histórias e fatos, e pelo fato de ser um seriado capaz de nos envolver emocionalmente. Estou realmente curioso para saber como estas pessoas irão enfrentar as dificuldades que a vida de médico reserva para cada uma delas.

Leitores, mãos a obra. A Ilha de Lost é toda sua…
Thiago Barrionuevo
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Uma resposta

  1. […] temporadas 3 e 4 de ER, além do ótimo roteiro já citado, percebi um alto desempenho técnico dos atores e principalmente dos diretores de cada episódio […]

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