CUBO (1997)


Dirigido por Vincenzo Natali.

Elenco: Nicole de Boer (Leaven), Nicky Guadagni (Helen Holloway), David Hewlett (David Worth), Andrew Miller (Kazan), Julian Richings (Alderson), Wayne Robson (Rennes) e Maurice Dean Wint (Quentin).
Roteiro: André Bijelic, Vincenzo Natali e Graeme Manson.
Produção: Mehra Meh e Betty Orr.

Poucas coisas me deixam mais frustrado num filme do que uma idéia mal aproveitada. Infelizmente, este é o caso de “Cubo”, dirigido por Vincenzo Natali em 1997 e que traz a história de um grupo de pessoas que acorda num misterioso cubo metálico e, na tentativa de encontrar a saída, acaba enfrentando armadilhas mortais.

Partindo de uma premissa muito interessante, o roteiro escrito a três mãos parece não saber o que fazer após estabelecer a atmosfera de tensão inicial – que, aliás, funcionaria ainda melhor sem aquela primeira morte (não chorem, não é spoiler, a morte acontece com dois minutos de filme!), que destrói o mistério sobre o conteúdo das salas antes que o espectador perceba o que está acontecendo. Da mesma forma, Natali também não sabe muito bem como conduzir a narrativa, falhando ao oscilar constantemente entre momentos realmente tensos (como a invasão de um cubo que é acionado pelo som) e outros que jamais conseguem causar qualquer incomodo na platéia. Além disso, o diretor emprega equivocadamente a câmera lenta em momentos cruciais, amenizando o impacto de cenas potencialmente dramáticas.

Pra piorar, os personagens são totalmente unidimensionais, o que, somado as atuações caricatas de quase todo o elenco – Maurice Dean Wint em especial –, faz com que os conflitos que surgem durante a narrativa soem totalmente artificiais e repletos de clichês. Algumas reações são completamente incompreensíveis e até mesmo a mudança de postura de determinada personagem parece forçada demais. Pelo menos, o roteiro acerta ao ressaltar a importância da ação em grupo naquela situação, já que as habilidades de cada um se revelam vitais em momentos distintos da trama.

Finalmente, a conclusão até poderia ter um tom poético, mas a incompreensível atitude de certo personagem resulta em mais um confronto previsível e enfraquece o desfecho de “Cubo”. E o que mais incomoda é que a premissa inicial realmente tinha potencial para um filme absolutamente assustador. Fico imaginando o que um diretor mais competente faria com esta idéia. Este exercício de imaginação, aliás, é a única razão para que o longa de Natali resista por algum tempo em minha memória.

O que Thiago Barrionuevo pensa disso: Gosto do filme pela idéia geral, porém os conflitos entre os personagens são muito forçados. Aos poucos vamos descobrindo o motivo de cada um estar ali, o que julgo um ponto forte do filme: As pessoas são peças de um quebra cabeças… Se elas não se juntarem, não conseguem sair… Infelizmente o vilão é desnecessariamente e inexplicavelmente “cruel” demais… É o primeiro filme que me faz concordar com o que o Roberto diz: um bom diretor teria salvo o filme, mesmo com o roteiro idêntico.

O que Amanda Barrionuevo pensa disso: Eu adoro o filme, assisti ele a primeira vez faz muito tempo e simplesmente adorei. Não me importo pelo fato da idéia não ser bem aproveitada, ou o vilão ser forçado ou qualquer outro problema. Eu simplesmente acho o filme demais! Adoro a primeira cena do cara mudando de sala e sendo fatiado!!! Adoro as armadilhas e o filme me deixa muito tensa, mesmo já sabendo o que aconteceria, eu fiquei tensa de novo…tem horas que fico até sem ar! Adoro esse filme!!!


Leitores, mãos a obra. A Ilha de Lost é toda sua…
Roberto Siqueira

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EU SOU A LENDA (2007)

4 Estrelas
Dirigido por Francis Lawrence.
Elenco: Will Smith, Alice Braga, Charlie Tahan, Salli Richardson, Willow Smith, Darrell Foster, Dash Mihok e Emma Thompson.
Roteiro: Mark Protosevich e Akiva Goldsman.
Produção: Akiva Goldsman, David Heyman, James Lassiter, Neal H. Moritz e Erwin Stoff.

Escrito por Mark Protosevich e Akiva Goldsman, baseado no romance de Richard Matheson, “Eu sou a Lenda” é uma interessante ficção-científica apocalíptica que traz, além de ótimas cenas de suspense, um fascinante estudo de personagem durante boa parte da narrativa, permitindo assim ao bom Will Smith entregar uma atuação convincente dramaticamente e que jamais apresenta seu habitual estilo debochado.

Fugindo do padrão “blockbuster” ao focar no personagem em detrimento de explicações desnecessárias, limitando-se ao ambiente em que ele está inserido (a ilha isolada) e no efeito que este ambiente provoca nele, a narrativa ganha força justamente por explorar seu protagonista, trazendo momentos marcantes como a morte de sua cachorra (em momento excepcional de Smith) e sua interação com bonecos, que externa sua necessidade de estabelecer contato e/ou comunicação, ainda que saiba que são apenas bonecos.

Contando ainda com a direção segura e repleta de movimentos de câmera interessantes de Francis Lawrence, reforçada pela fotografia gradualmente sufocante de Andrew Lesnie, o longa escorrega apenas no desnecessário final melodramático, que ainda assim não dilui a força da narrativa.

O que Thiago Barrionuevo pensa disso: Ótimo filme, que consegue manter o espectador vidrado na tela, apesar de contar apenas com um homem, sua cachorra e uma cidade vazia por pelo menos 40 minutos. Atuação excepcional de Will Smith e um roteiro que garante uma sensação de apreensão do começo ao fim!

O que Amanda Barrionuevo pensa disso: Eu sou a Lenda está entre os meus filmes preferidos, Top 3. Ele me prende e me deixa tensa do início ao fim, sem nenhum momento de sossego. Mesmo após assistir várias vezes e saber tudo que acontece, ainda me assusto. Esse filme tem um efeito hipnotizante em mim.


Leitores, mãos a obra. A Ilha de Lost é toda sua…
Roberto Siqueira

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Friends S09 – S10

Acabei as 10 temporadas de Friends e senti um vazio que não sentia a muito tempo. Sempre fui fã declarado de Lost, e dizia que era o melhor seriado de todos os tempos. Quando Lost acabou, senti que fiquei “órfão”, mas nada comparado ao sentimento de vazio que Friends deixou após a última cena. E para fazer o último post, irei citar eventos importantes do seriado, portanto, não leiam caso não queiram estragar possíveis surpresas.

Friends é um seriado com a essência de comédia, mas traz ao espectador momentos de romance e drama. Acompanhamos a vida dos 6 amigos por diversas fases enquanto os personagens evoluem, amadurecem e, sem que você perceba, tornam-se parte do seu dia-a-dia. Você acorda pensando no que poderá acontecer com Ross e a Rachel, imaginando se o Joey vai conseguir um papel importante, tentando adivinhar que tipo de loucura a Phoebe vai fazer desta vez e esperando o Chandler pedir a Monica em casamento.

Com exceção de 2 temporadas em que o foco maior fica no relacionamento entre Monica e Chandler, o domínio da trama fica por conta do romance incerto de Ross e Rachel, que perdura durante todas as temporadas entre namoros, rolos, ciúmes, transas e, mais que tudo isso, uma amizade forte e sincera. Este relacionamento resulta em Emma, a filha do casal, que apesar de morar juntos, não confessam o amor que têm um pelo outro até os segundos finais da última temporada. Em uma seqüência angustiante de desencontros entre Ross e Rachel, o homem mais apaixonado do seriado encontra Rachel no aeroporto e declara seu amor. Uma reação inesperada dela choca os fãs, e ela entra no avião rumo à Paris para um novo emprego. Ross volta pra casa arrasado e, ao chegar, ouve na secretária um recado de Rachel, que ela finaliza pessoalmente após sair do avião e correr de volta ao apartamento. Eles finalmente se declaram e prometem “não fazer mais nenhuma besteira”.

Phoebe se revela não tão “excêntrica” quanto se mostra durante todo o seriado, confessando que quer um casamento completo,  que envolva vestido de noiva, padrinhos, cerimônia e tudo que tem direito, apesar de, no final, casar-se com Mike no meio da rua com uma cerimônia simples regida por Joey.

Joey, aliás, é o único que não encontra um amor, mas termina a série com a carreira em ascensão e mulherengo como sempre. É o que mais sofre com a decisão de Chandler e Monica, que estavam na fila de adoção, são escolhidos como pais adotivos pela mãe ainda grávida, de 2 bebês, e com isso decidem sair do apartamento em que a maior parte da série acontece, escolhendo uma casa mais afastada da cidade.

A genialidade de Friends é confirmada nos seus últimos minutos. Apesar de quase tudo acabar como o espectador espera,  de forma feliz, a cena final consegue trazer um sentimento grande de vazio nos telespectadores, que reflete o sentimento dos 6 amigos ao deixar o apartamento. A cena foi muito bem escolhida para representar a realidade da vida: mudanças são inevitáveis… Amigos inseparáveis que o destino afasta por diferentes motivos, mas que, independente de qualquer coisa, continuam ali, apoiando uns aos outros. Senti uma dor no coração ao lembrar dos meus amigos que ficaram em São Paulo, mas me alegrei em seguida, porque sei que o sentimento de amizade ainda persiste. É o que mais importa!

Friends é um seriado que, de forma muito sutil, nos coloca a pensar sobre a nossa vida. A verdadeira amizade não é abalada por problemas e erros pequenos do cotidiano. E o mais importante: amigo é aquele que quer nosso bem acima de tudo, que é cúmplice e que nos faz rir, mesmo quando tira sarro dos nossos defeitos.

E quem tem 6 amigos como aqueles da família Friends, deve se sentir muito sortudo e muito feliz!

E para terminar a série de posts sobre Friends, indico os vídeos com os erros de gravação de toda a série, separado por temporadas:

1ª Temporada
2ª Temporada
3ª Temporada
4ª Temporada
5ª Temporada
6ª Temporada
7ª Temporada
8ª Temporada
9ª Temporada
10ª Temporada

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Thiago Barrionuevo

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Friends S07 – S08

Mais duas temporadas excepcionais de Friends!

Duas temporadas que continuam tendo como principal foco o relacionamento de Chandler e Monica, que passam a planejar o casamento, sempre com espaço para incluir uma certa tensão entre Rachel e Ross. Esta atmosfera tensa traz uma grande surpresa para a turma. Joey vai ganhando certo destaque, ainda que pequeno, com sua carreira finalmente crescendo e ele se envolvendo no que pode ser o seu primeiro amor verdadeiro.

Nestas temporadas os amigos protagonizam situações inéditas, com os romances dentro do grupo influenciando muito na convivência dos personagens e colocando em prova a maturidade de cada um. Amigos podem magoar também, mas a verdadeira amizade sempre superar os problemas, e é o que acontece com essa galera.

Um dos aspectos que não se espera ver em uma série como Friends (numa comédia com foco em relacionamentos)  é uma boa produção técnica. Algumas cenas filmadas em carros e no barco de Joey, por exemplo, usam o recurso da tela azul, algo nada atual, nem natural. Porém, com Friends, temos a grata surpresa de ver um ótimo trabalho de maquiagem nas cenas de flashback que envolvem Rachel, Ross, Chandler e Monica na época do colégio/faculdade. Rachel com seu nariz defeituoso, Ross de cabelo enrolado e bigode, Chandler com um penteado ridículo e, na que é a melhor e mais natural maquiagem, a Monica com bons quilos a mais. Quem não conhece a atriz pode acreditar que ela é realmente gorda!

E por isso, eu resolvi deixar aqui algumas imagens que ilustram esse excelente trabalho!

Leitores, mãos a obra. A Ilha de Lost é toda sua…
Thiago Barrionuevo

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Friends S05 – S06

Preciso dizer de novo? Friends é espetacular…

Terminei as temporadas 5 e 6 este final de semana e já estou no início da oitava.

É notável a evolução dos personagens, principalmente de Ross e Rachel, que conseguem superar os problemas do passado e ajudar um ao outro como amigos. Isso fica claro quando Ross namora uma aluna e Rachel tem um rolo com o pai da garota, representado muito bem por Bruce Willis. Em uma ocasião, Rachel tenta fazer com que o pai goste de Ross e ainda tenta ajudar o amigo a sair de uma situação embaraçosa… Tenta…

Com essa evolução dos dois, as atenções se voltam para outro casal: Chandler e Monica. E assim vemos um lance que se iniciou apenas como diversão (sexo) se trasformando no relacionamento mais sólido da série, mostrando claramente o amadurecimento dos dois personagens e principalmente de Chandler, já que ele sempre foi o mais inseguro, com medo de compromissos sérios.

Joey e Phoebe porém, pouco evoluem mas continuam a desempenhar bem seus papéis, sendo também bastante engraçados.

Inicialmente eu havia dito que todos em Friends são igualmente importantes, mas agora vejo pelo menos 2 personagens como bons e importantes coadjuvantes. E você, o que acha disso? Joey e Phoebe são apenas bons coadjuvantes ou podem ser comparados a Ross e Rachel? Deixem suas opiniões…

Leitores, mãos a obra. A Ilha de Lost é toda sua…
Thiago Barrionuevo

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Friends S03 – S04

Friends é espetacular!! Acho que já disse essa frase antes…

Continuo assistindo aquela que é sem dúvida uma das melhores séries de todos os tempos. Após a introdução dos personagens e suas características principais nas primeiras temporadas, o que podemos ver é o amadurecimento das relações de amizades dos 6 amigos.

Os romances continuam e o foco mantém-se no casal formado por Ross e Rachel, que entre namoro, rolos e brigas continuam a dominar a continuidade da trama.

Não existe nada mais a comentar aqui sem estragar as grandes surpresas destas duas temporadas, principalmente dos episódios finais que são sempre  mais longos e mais divertidos, portanto, proponho uma discussão:

Qual é o personagem mais engraçado? E qual é seu personagem favorito?

Para mim, ouvindo as duas perguntas logo vem um BING na minha cabeça. Chandler é, na minha opinião o personagem mais engraçado com suas piadas inteligentes e suas tiradas sarcásticas e rápidas, e ocupa também a posição de favorito da turma. Com suas inseguranças e trapalhadas, é o amigo que parece crescer cada vez mais ao longo da série.

Além disso, julgo Matthew Perry o melhor ator da série, o que também contribui para aumentar toda a simpatia que tenho pelo personagem… Para ver um vídeo com o melhor de Chandler, clique na imagem abaixo.

E você? Qual sua opinião?
Deixem seus comentários…

Leitores, mãos a obra. A Ilha de Lost é toda sua…
Thiago Barrionuevo

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Friends S01 – S02

Friends é espetacular!! Parece uma frase desnecessária, mas acreditem: há quem não goste…

Sempre curti a série, mas assistia apenas a episódios aleatórios na TV junto com meu primo Beto, que, na época da faculdade, me deixava esperando no carro até terminar  o episódio. Ganhei o Box com as 10 temporadas completas da minha noiva (hoje minha esposa)… Demorei, mas comecei a assistir e acompanhar a vida dos 6 amigos mais cativantes e engraçados que já pude assistir na TV. E agora não posso mais parar… ou melhor, não podemos: a Amanda, apesar de inicialmente dizer não achar graça e não suportar as risadas, hoje é viciada na série assim como eu…

Friends conta a trajetória de 6 amigos, abordando todos os papéis sociais exercidos por pessoas comuns, contando suas trapalhadas como amigos sempre de uma forma muito bem humorada e inteligente.Os personagens são:

Chandler Bing (Matthew Perry): Engraçado e inteligente, Chandler tem uma profissão que odeia e é “ignorada” pelos amigos. Como ele mesmo reconhece em alguns momentos, usa seu humor sarcástico com sacadas rápidas.
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Ross Geller (David Schwimmer): De uma fala extremamente correta e silábica, Ross é um paleontólogo apaixonado por Rachel desde o colegial. Divorciou-se de sua ex-esposa que descobriu ser lésbica, porém tarde demais, já que ela estava grávida de seu filho Ben.
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Joey Tribiani (Matt LeBlanc): Descendente de italiano , com fama de garanhão e com relacionamentos sempre curtos, Joey é o mais devagar intelectualmente falando. É um péssimo ator e divide o apartamento com Chandler.
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Rachel Green (Jennifer Aniston): Rachel é uma garota mimada, que foge do seu próprio casamento e vai morar com Monica, sua amiga de infância. Acostumada com a vida rica que levava, precisa trabalhar como garçonete numa cafeteria e encarar a vida de dificuldades, mas com amizades reais.
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Monica Geller (Courteney Cox): A irmã de Ross é a mais neurótica do grupo. Qualquer objeto fora do lugar faz com que Monica perca o sono. Além disso, seus pais estão sempre pegando no seu pé no que diz respeito à aparência, trabalho e a vida amorosa.
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Phoebe Buffay (Lisa Kudrow): Phoebe é a excêntrica do grupo: é vegetariana e muito mística, apesar dos grandes problemas familiares que possui. Além de massagista, ela toca violão e canta na cafeteria onde Rachel trabalha e os amigos se reúnem.
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As duas primeiras temporadas apresentam os personagens e suas principais características. Não existe um personagem principal, todos são igualmente explorados e importantes, porém olhando com atenção é possível perceber um foco na evolução do relacionamento entre 2 personagens: Ross e Rachel, que entre rolos, lances e desencontros, ditam o andamento da trama e apresentam uma química perfeita.

Aliás, essa é uma questão para discutir: Você também acha que nas temporadas 1 e 2, Rachel e Ross são mais “explorados”? Ou esta impressão fica porque os dois estão sempre enrolados, assim como Chandler e Janice, Monica e Richard, etc?

Independente disso, Friends é uma série que não pode faltar nas estantes dos amantes do humor. Chandler, Ross, Joey, Rachel, Monica e Phoebe são os amigos que todos nós sonhamos em ter.

PS: Pretendo escrever aqui a cada 2 temporadas, porém, um aviso se faz necessário: é possível que eu não o faça, ou, se realmente decidir escrever, é provável que venha com muitos spoilers.

Leitores, mãos a obra. A Ilha de Lost é toda sua…
Thiago Barrionuevo

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